Tradução automática e competência tradutória: repensando interseções

Sheila de Souza Corrêa de Melo

Resumo


Desde seu surgimento no início na década de 1940, a Tradução Automática tem sido vista sob duas formas: se não uma ameaça próxima e presente, como uma ferramenta infrutífera e obsoleta. Contrapondo estas imagens à noção de competência tradutória proposta pelo grupo PACTE, empreendemos neste artigo uma abordagem reticular entre a emergência da TA, a formação e qualificação de tradutores e as demandas e necessidades da sociedade global e do mercado de tradução, buscando assim resgatar algumas das potencialidades e contribuições que a TA pode fornecer à profissão.

 

Palavras-chave: Tradução Automática; Competência Tradutória; Programas de Apoio à Tradução.

 

Machine translation and translation competence: rethinking intersections

 

Abstract

Since its emergence in the early 1940s, Machine Translation (MA) has been seen in two ways: as a near and present threat, or as a fruitless and obsolete tool. Opposing these images to the notion of translation competence as proposed by the group PACTE, we undertook this article an reticular approach between the emergence of MA, training and qualification of translators and the demands and needs of society and the global translation market, thus seeking to recover some potential contributions that the MA can provide to translation profession.

 

Keywords: Machine translation; Translation competence; Translation support softwares.


Palavras-chave


Tradução Automática; Competência Tradutória; Programas de Apoio à Tradução

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