Marcial: ‘Hispanus’ ou ‘Hispaniensis’?

Joana Mestre Costa

Resumo


Marcial, nascido em Bílbilis, não conseguiu resistir à força centrípeta da Roma Imperial. O caput mundigranjeou-lhe a glória do reconhecimento, mas também o consumiu no seu bulício. Bílbilis emerge, volvidos 34 anos na Urbe, como refúgio para uma velhice dedicada à escrita. Contudo, apenas um livro final escreveu Marcial, na Hispânia… Acedendo ao convite esboçado na obra do epigramático, pretendemos compreender como se concretiza e influi na sua produção poética este confronto, que dentro dele se trava, entre o bilbilitano que nasceu e o romano no qual se transformou.

 

Palavras-chave: Marcial; Epigrama; Roma; Bílbilis; Identidade.

 

Martial: Hispanus or Hispaniensis?

 

Abstract

Martial, born in Bilbilis, wouldn’t be able to resist the centripetal force from Imperial Rome. The caput mundi earned him the glory of recognition, but also consumed the poet in its bustle. Bilbilis would emerge, after 34 years spent in the Vrbs, as a refuge for an old age devoted to writing. However, only one final book has Martial written in Hispania… Accessing the invitation outlined by the work of the epigrammatic, we intend to understand how is his poetry influenced by this confrontation, raging within him, between the Bilbilitan he was born and the Roman he became.

 

Keywords: Martial; Epigram; Rome; Augusta Bilbilis; Identity.


Palavras-chave


Marcial; Epigrama; Roma; Bílbilis; Identidade

Texto completo:

PDF

Referências


BEATO, J. Da normalidade de Calpúrnio à singularidade de Nemesiano. Ágora: Estudos Clássicos em Debate, Aveiro, n. 5, pp. 83-105, 2003.

BELLINGER, A. R. Martial, the suburbanite. The Classical Journal, Chicago, v. 23, n.6, pp. 425-435, 1928.

CÍCERO, M. T. Tusculan Disputations. Translation and Edition by J. E. King. v. 18, Loeb Classical Library, Cambridge and London, Harvard University Press, 1927

CONNORS, C. Imperial space and time: The literature of leisure. In: TAPLIN, O. (ed.). Literature in the Roman World. Oxford: Oxford University Press, 2000, pp. 208-234.

COULANGES, F. La Cité Antique. Paris: Flammarion, 1984.

GRAÇA, I. Roma na Poesia de Marcial: imagens e ecos de um espaço físico e social. 447f. Tese (Doutoramento em Literatura: Literatura Latina) — Departamento de Línguas e Culturas, Universidade de Aveiro, Aveiro, 2011.

HABINEK, T. The Politics of Latin Literature: writing, identity, and Empire in Ancient Rome. Princeton and Oxford: Princeton University Press, 1998.

MARCIAL, M. V. Epigrams. Translation and Edition by D. R. Shackleton Bailey. v. 1-3, Loeb Classical Library, Cambridge, Massachusetts and London, Harvard University Press, 1993.

MARCIAL, M. V. Epigramas. Introdução e Notas de C. S. Pimentel e Tradução de D. F. Leão (Livro dos Espetáculos e Livro VII), J. L. Brandão (Livros I e II) e P. S. Ferreira (Livros III e VIII). v. 1 e 3, Clássicos Gregos e Latinos, Lisboa, Edições 70, 2000 (v. 1) e 2001 (v. 3).

OLTRAMARE, J. P. Les Épigrammes de Martial et le Témoignage qu’elles apportent sur la Société Romaine. Bulletin de l’Institut National Genevois Genève, v. 36, pp. 37- 60, 1905.

PAOLI, U. E. Rome — Its People, Life and Customs. Translated from the Italian by R. D. Macnaghten, London: Bristol Classical Press, 1990.

SÉNECA, L. A. Dialogues: Consolations. Texte établi et traduit par R. Waltz. v. 3, Collection des Universités de France — Série Latine, Paris, Les Belles Lettres, 1923.

TORRÃO, J. M.; COSTA, J. M. Inveja e Emulação em… Marcial: A vida e os seus costumes temperados com sal romano. In: PEREIRA, B. F.; DESERTO, J. (org.). Symbolon II — Inveja e Emulação. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2010, pp. 71-101.

WIEDEMANN, T. The Julio-Claudian Emperors. London: Bristol Classical Press, 1997.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Rónai está cadastrada nos seguintes indexadores: DiadorimLivReLatindexEBSCOREDIBMLA